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Levantamento da AMM identifica nove cidades de Minas como as mais atingidas pelo tarifaço

Belo Horizonte, Araxá, Contagem, Guaxupé, Itabirito, Mariana, Ouro Preto, Sete Lagoas e Varginha são os municípios mais expostos ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme levantamento da Associação Mineira de Municípios (AMM) esses nove municípios de Minas Gerais sentirão com mais força os efeitos da sobretaxa de 50% aplicada pelos EUA a produtos derivados do aço e do alumínio.

O impacto se concentra nas cadeias de café e mineração, que, juntas, responderam por 60% das exportações mineiras ao mercado norte-americano em 2024.

O presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, destaca que Minas figura entre os estados mais atingidos, já que commodities agrícolas e minerais são a base da pauta exportadora.

As perdas estimadas pela Associação, corroboradas pela Fiemg, chegam a R$ 4,7 bilhões do PIB estadual, 30 mil postos de trabalho e R$ 510 milhões em renda, com risco de queda de até 18% do PIB em cidades industriais, como Contagem.

Sobre o tarifaço

As tarifas de importação são impostos cobrados sobre produtos que vêm de outros países, com o objetivo de proteger o mercado interno e estimular o consumo do que é fabricado no próprio país.

A tarifa de 50% sobre o Brasil é a mais alta entre as anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afetam diretamente setores como café, carne bovina, frutas, pescado e mel.

O governo dos EUA deixou quase 700 itens de fora, com exceções que incluem suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

De acordo com uma projeção de economistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Brasil deve sofrer redução de R$ 19,2 bilhões (-0,16%) no Produto Interno Bruto (PIB), em um cenário que simula os efeitos das tarifas de 50% após um ano de efetividade. Os dados da projeção foram atualizados em 11 de julho.

Entre os estados que mais perderiam em termos de produto estão São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Aproximadamente 110 mil postos de trabalho podem acabar, caso a negociação não avance. O impacto sobre o emprego seria maior na agropecuária (-41.119 vagas), comércio (-31.696 vagas) e indústria (-25.568 vagas), entre outros setores.

Fonte: AMM, com informações complementares do portal G1

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