Minas Gerais registrou o índice alarmante de 6.754 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no período de janeiro a abril de 2026. A condição, que representa a evolução mais severa de síndromes gripais, pode causar comprometimento respiratório significativo e levar à hospitalização, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
O crescimento do número de pessoas contaminadas pelos vírus da SRAG tem acendido um alerta no Estado e demandando atenção imediata dos gestores municipais de saúde.
Diante desse cenário, municípios mineiros devem intensificar o monitoramento epidemiológico e avaliar a adoção de medidas emergenciais, conforme a realidade local. A análise integrada dos indicadores de saúde é fundamental para orientar a tomada de decisão, incluindo a possibilidade de decretação de situação de emergência em saúde pública, quando necessário.
A recente iniciativa da prefeitura de Contagem, que decretou emergência em função do aumento de casos, reforça a importância da resposta rápida e coordenada. O instrumento legal permite mais agilidade na implementação de ações, como contratação de serviços, aquisição de insumos, reorganização da força de trabalho e solicitação de recursos às esferas estadual e federal.

Outro ponto essencial é o fortalecimento da vigilância em saúde. A notificação de casos de síndrome gripal, SRAG hospitalizada e óbitos por SRAG é obrigatória e deve ser feita por todos os serviços de saúde, públicos e privados, conforme a legislação vigente. A qualidade e o envio dessas informações são determinantes para o controle da situação.
A vacinação permanece como a principal estratégia de prevenção. A ampliação da cobertura vacinal contra influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) devem ser priorizadas, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Além de reduzir a transmissão, a imunização contribui significativamente para a diminuição de casos graves, internações e óbitos.
A vacina contra o VSR, indicada para gestantes, tem como objetivo proteger os recém-nascidos por meio da transferência de anticorpos, reduzindo o risco de formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida. Já as vacinas contra Covid-19 e influenza seguem sendo fundamentais para o controle das infecções respiratórias sazonais e já fazem parte do Programa Nacional de Imunização.
Síndrome Respiratória
A SRAG ocorre quando pessoas com sintomas gripais como febre, coriza e tosse têm piora no quadro, e passam a sentir dificuldade para respirar, precisando de hospitalização. As causas mais comuns são virais e frequentemente associadas ao Vírus Influenza (gripe), Vírus Sincicial Respiratório (VSR), ao Coronavírus e ao Rinovírus.
Diante do aumento dos casos, recomenda-se ainda o reforço de medidas preventivas:
– higienizar as mãos;
– evitar locais fechados com aglomeração de pessoas;
– usar máscara, em casos de sintomas;
– manter distanciamento social;
– tomar a vacina disponível nos postos de saúde;
– ter uma alimentação saudável;
– beber bastante água;
– dormir bem;
– praticar atividade física;
– procurar atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas.
A atuação integrada entre vigilância, assistência e gestão será decisiva para mitigar os impactos da SRAG em Minas Gerais. O momento exige preparo, agilidade e compromisso dos municípios na proteção da saúde da população.
Em caso de dúvidas, procure um Posto de Saúde para atendimento e receber a vacina disponível.
Saiba mais aqui: www.saude.mg.gov.br/alertarespiratorio





